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quinta-feira, 23 de abril de 2009

O DILÚVIO DE FOGO

P — Por que misturar Religião com Política, se ambas são incompatíveis?

R — São incompatíveis nas condições estabelecidas pelos políticos e religiosos que ainda estão atrelados ao sectarismo do Anti-Cristo. Neste fim de ciclo, a Religião tem de ser levada CIENTIFICAMENTE aos homens da Política, homens que têm responsabilidades tremendas diante de Deus. Qualquer omissão dos religiosos, nesse particular, é crime contra o Brasil e a Humanidade. Está chegando a hora do novo dilúvio, e este será infinitamente pior que o da Gênese Mosaica. É o dilúvio de fogo, tão bem anunciado por São Pedro a toda a Cristandade. Ele vem com o próximo e último Armagedon, que nenhuma “prudência diplomática” poderá evitar. E, diante dele, todos os dilúvios de água não passam de piada carioca. Temos de preparar o Brasil, desde já, para a hecatombe que se aproxima, porque os tempos chegaram. O estadista digno deste nome, nesta hora final de ciclo, tem de saber Evangelho, tem de conhecer Apocalipse! NINGUÉM EVITARÁ A BATALHA DO ARMAGEDON. Esta é a hora de demonstrar aos meninos da Pandegolândia nacional que POLÍTICA, FILOSOFIA, CIÊNCIA E RELIGIÃO são quatro aspectos da mesma VERDADE, que é Deus. Mais: a verdadeira POLÍTICA É A RELIGIÃO FILOSÓFICA E CIENTIFICAMENTE E PRATICADA. O momento é mais gra¬ve do que aquele que precedeu a Segunda Guerra Mundial.
Alziro Zarur.

ALZIRO ZARUR - A FORÇA OCULTA

Ele já fez declaração de bens e afirma que não haverá composição que possa alijar sua candidatura em 65. Numa entrevista na qual se declara futuro Presidente da República, disposto a não ter vice na sua chapa – nem vice, nem vice-versa – e ainda fazendo pela primeira vez sua declaração de bens, restrita às ações da Rádio Mundial e das peças íntimas de sua indumentária, Alziro Zarur falou a Fatos & Fotos. A entrevista foi concedida depois do entrevistado impor uma condição ao repórter: as perguntas teriam de ser formuladas no microfone do auditório da Rádio Mundial, diante de uma platéia que não perdoaria perguntas mal intencionadas. “Faço isso – disse Zarur, em tom de desculpa – por considerar certos jornalistas verdadeiros treponemas pensantes, que desvirtuam o que a gente diz...”. Com 49 anos de idade, o Presidente da LBV é o mais novo candidato à Presidência da República.

P – Alziro Zarur, Presidente da LBV, escritor e jornalista profissional, no decorrer desta entrevista, como faz questão de ser tratado: “você”, “senhor”, “doutor”, ou “irmão”?
R – Eu prefiro o tratamento de irmão-operário, que é o maior título de minha vida. O resto é vanitas vanitatum. Porque JESUS, vindo ao mundo, quis apenas ser um humilde operário carpinteiro. E se JESUS é operário, foi apenas operário, porque vou querer ser mais do que isso?

P – Diga, sinceramente, irmão-operário Zarur, por que resolveu candidatar-se à Presidência da República?
R – Todos sabem que eu sempre tive alergia a essa história de política. Quem quisesse me tirar o bom humor que me falasse em política. Quando vinham me convidar para ser candidato a vereador ou deputado, eu respondia: “A porta do elevado é ali”. Por que agia assim? Porque o que havia no Brasil nunca foi Política, nunca houve Política neste país com “P” maiúsculo. Eu considero que só vai haver POLÍTICA agora, com o PARTIDO DA BOA VONTADE. Quando chegou a hora e eu senti que o povo queria me ver candidato, eu aceitei ser candidato, mas nunca me candidatei, pois não sou candidato de mim mesmo.

P – Qual o número exato de candidatos catalogados pela LBV, irmão-operário Zarur?
R – A rigor seriam 600 mil. Mas isto não espelha a realidade. Uma vez Henrique Pongetti, para definir a popularidade da Legião, disse: “A LBV é como o Flamengo, tem milhões de adeptos sem carteira social”. Ora, eu lido com esse povo, eu sou povo, nasci povo, morrerei povo. Eu sou povo até a medula dos ossos. Eu posso dizer que Legionário mesmo já são 10 milhões. E não faço por menos.

P – Nesse caso, irmão-operário Zarur, você é favorável à emenda eleitoral que pretende condicionar a vitória do candidato à Presidência da República ao número de votos por maioria absoluta?
R – Eu aceito tudo que eles quiserem. Porque de qualquer maneira eu ganharei isso.

P – Em 1945, você era locutor de rádio e diretor de um programa de teatro policial. O que aconteceu que lhe fez mudar o rumo de uma carreira promissora começada com sacrifícios, irmão-operário Zarur?
R – Realmente, fui locutor e sempre acabava sendo locutor-chefe, em todas as rádios em que fui locutor, como também qualquer que fosse a função eu acabava sendo o chefe do setor em que eu trabalhasse. Isso era uma fatalidade. Durante muito tempo eu fiz o teatro policial. Eu lancei o policial no Brasil em 1937. O Getúlio deu um golpe de lá e eu dei outro cá. Porque eu precisava conhecer todos os processos da malandragem humana. Eu aprendi todas as formas de velhacaria. Em 25 anos eu aprendi tudo o que é possível aprender. DEUS me fez correr o mundo, conhecer tudo. Geralmente há um falso pressuposto de quem prega Evangelho é otário. Necessariamente otário. Mas quem quiser me enganar precisa nascer três vezes. Ora, a universidade da calçada, a universidade da esquina, a universidade do bas-fonds ensinam muita coisa. E, como JESUS é muito sábio, não deixou que eu despertasse para a minha missão antes de completar esse aprendizado prático na grande escola chamada mundo. Eu corri tudo que é escola religiosa, sei tudo que é religião, até que em 1948 recebi uma ordem espiritual genuína de JESUS: “Está na hora de você começar aquele trabalho que você combinou”. E como eu sou Soldado de DEUS, não discuti as ordens do Alto. Assim como JESUS me abria caminho para a LBV, abriu o caminho para o PBV. E eu fui lançado candidato pela vontade do povo.

P – Quando você for Presidente da República, continuará dando sopa aos pobres?
R – Aos pobres, sim. Aos ricos, não.

P – Qual o seu programa de governo, irmão-operário Zarur?
R – Nem tudo nós podemos divulgar fora do tempo. Estou aguardando o registro da minha candidatura, aguardando o registro da PBV[1]. Eu parto de um ponto completamente diverso de todos os candidatos já lançados. Eu tenho dito e repetido esta sentença do Filho de DEUS: “Conhecerei a Verdade e a Verdade vos libertará”. Como é que vamos saber o que é certo e o que é errado? Conhecendo a Verdade. Que Verdade? A Verdade das Leis Divinas que regem o sistema planetário de que faz parte a nossa Terra. Ora, de que ponto de partida eu vou sair para esta campanha? De JESUS, que é o centro de tudo isto, fundou o planeta, criou o Brasil. Muita gente pensa que o Brasil é criação de Pedro Álvares Cabral. JESUS formou o planeta, JESUS formou o Brasil – só Ele, portanto, pode me dizer o que está errado. Ou será que eu vou perguntar isso ao Lacerda?

P – A Revolução melhorou ou piorou a sua situação de candidato?
R – Não alterou nada, porque a minha situação quem regula é DEUS. Os homens podem fazer o que quiserem. Eu continuo exatamente o que era e continuarei sendo o que DEUS quiser de mim.

P – Você é favorável à cassação de mandatos, irmão-operário Zarur?
R – Não. Por mim não cassavam nada. Essa é que é a verdade. Eu gosto é de correr o páreo na bucha, com todos os presentes. Eu quero é ali, na vontade do povo. Pela minha vontade, só os criminosos seriam condenados: os ladrões, depois de devidamente provada a sua ladroagem. Mas esse negócio de achar que deve cassar porque deve cassar, por que não vão cassar no mato?

P – Como se sente sem a concorrência de Juscelino Kubitschek?
R – Eu lamento a ausência de Juscelino. Eu queria correr com ele, mas já que não deixaram, o que é que eu vou fazer? Não foi pela minha vontade e diante de DEUS eu sou inocente. E diante do povo da minha pátria estou inocente também.

P – E quanto ao Governador Carlos Lacerda. Você, irmão-operário Zarur, não teme a inteligência e a língua do homem que derrubou Getúlio?
R – Eu não temo a língua de ninguém. A língua é um músculo simpático que cada um usa como quer. Eu não tenho medo de nada, muito menos de homem. Se nada me acusa, se a minha consciência está tranqüila, não temerei a língua de nenhum linguarudo.

P – O seu governo será reformista?
R – Claro. Vejo muita gente afobada, querendo falar em reforma eleitoral. Que valor tem isso? Reforma agrária, reforma tributária, que valor tem isso? Tudo isso só tem razão de ser depois da primeira reforma que é a reforma da ignorância. Sem esta, as outras não existirão. Esta é a primeira operação reformista. O resto é alta demagogia.

P – Qual a sua opinião sobre os outros candidatos, irmão-operário Zarur?
R – Os que estão aí? Tenha paciência, mas não me convencem. Se houvesse um candidato realmente indicado para esta tarefa, eu iria humildemente ser o secretário dele. Mas se eu sou candidato é porque eu sei que o único homem capaz de fazer o Brasil andar sou eu. O povo me chamou, JESUS me chamou e eu estou no páreo.

P – Já pensou nos nomes que comporão o seu ministério?
R – Isso ainda é uma questão de tempo. Até já fizeram muitas piadas a respeito de meus ministros, que seriam São Pedro, São Paulo, São Tiago, São João, São Mateus, etc. Sabe lá o que é isso? Em verdade lhes digo que o Grande Ministério já está formado lá no Alto. Quanto ao ministério daqui debaixo, não quero ainda adiantar nenhum nome.

P – Caso seja eleito, a quem entregará a Presidência da LBV?
R – A ninguém. Pretendo acumular os dois cargos.

P – Você é um homem rico, irmão-operário Zarur?
R – Da Graça de DEUS, sim.

P – Pode fazer agora, a sua declaração de bens?
R – Posso. Tenho as ações da Rádio Mundial, conforme declaração já entregue ao Ministério da Fazenda. E não tenho mais nenhuma propriedade. Se provarem ao contrário, me demito da Presidência da LBV. Nada, eu não tenho nada... exceto a minha gravata, a minha cueca, o meu cinto, o meu terno, os meus sapatos e o meu relógio. Nada mais.

P – É verdade que recebeu a cordial visita de um oficial do Conselho de Segurança Nacional dias depois da Revolução?
R – Sempre há inimigos mesquinhos, infusórios[2]treponemas pensantes. E esses treponemas, esses infusórios fizeram uma denúncia. Que eu estava engajado no esquema do governo deposto. Que era só ir à sede da LBV para descobrir as gravações subversivas. Ora, as autoridades andavam atrás dos subversivos, corruptos e corruptores. Então me visitaram a rádio á 1:00 hora da manhã, quando eu lá não me encontrava. Esgravataram tudo: gavetas, fitas, tudo. Afinal, me glorificaram porque não encontraram um rabo de palha. Nunca tivemos subvenções oficiais, nem mamatas. A LBV sobrevive unicamente com o dinheiro honrado dos Legionários. Milionários nunca nos deram donativos. Nunca vendi a minha opinião. Portanto, as autoridades militares fizeram bem em cumprir o seu dever, pois glorificaram a honestidade do Irmão Zarur.

P – Por falar em vender opiniões, é verdade que foi procurado por emissário de um candidato para um “acordo político”?
R – É verdade. O que aconteceu, primeiramente, foi que um elemento de gabarito do staff de um certo candidato quis me comprar. Eu receberia uma elevada quantia, um prédio, ondas curtas para rádio e outras vantagens para servir ao homem. Eu não aceitei. Veio então sedução para que eu concorresse a vice, com vitória garantida. Mas eu não nasci para vice. Para que ser vice e ficar rezando para DEUS matar o titular. Todo o vice deve ficar rezando para o outro cair duro. Eu não tenho vocação para rezar para ninguém morrer. Pelo contrário, eu desejo a vida até mesmo de meus mais ferrenhos adversários. Quem tem vocação para vice geralmente é medíocre, não tem autonomia mental para nada. Vou concorrer sem vice. Para que vice? Nem vice, nem vice-versa, não quero nada com vice.

P – Pode adiantar o nome do figurão que lhe fez essa promessa?
R – Como ele já faleceu, respeitemos os mortos...

P – Se for eleito, acredita, sinceramente, que os militares lhe entregarão o poder?
R – Sim. E com que prazer. Sabe por quê? Eu respeito os militares, pois, afinal, eles são a reserva moral da pátria. Desde cedo, eles são obrigados a pensar em pátria: salvar a pátria, defender a pátria, continência à pátria. Mas, naturalmente, os militares já cumpriram a sua parte. Eu acho uma imprudência os militares continuarem porque eles não têm a prática necessária no terreno civil. Nem devem se meter nisso. Porque a tradição tem sido a subordinação do poder militar ao poder civil. Mas não é só. Os militares andam preocupados em que a Revolução triunfe nas obras, que o Brasil vá para adiante sem corruptos e sem corruptores. O poder militar interfere na hora de meter o bisturi. Tirou o carnegão, tirou a podridão, fecha a ferida e devolve o corpo ao civil. Comunistas, mesmo, só encontraram até agora cinco. O negócio é contra a corrupção, contra os ladrões. E a política é a maior mina de ladroagem neste país. Nesse terreno, eles fizeram uma grande limpeza. Muito vagabundo está trabalhando agora. Tudo isso nós devemos aos militares. Mas, se eles quiserem realmente um homem para dar continuidade a isso, para limpar o Brasil e bota-lo para funcionar, SÓ HÁ UM NOME: ZARUR.

(Revista Fatos & Fotos de 11/07/1964. Grifo nosso).

___________________

[1] O PARTIDO DA BOA VONTADE, o PBV, foi registrado em Brasília pelo Superior Tribunal Eleitoral, no dia de São João Batista: 24 de junho de 1965. O único nascido em plena Revolução.
[2] INFUSÓRIO – Protozoario provido de cílios.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

O BRASIL GOVERNARÁ O MUNDO!

P — O senhor afirmou que o Brasil governará o mundo. Por quê?
R — Afirmei e reafirmo: "O Determinismo Divino é infinitamente superior ao Determinismo Histórico. Governará o mundo a Nação que souber os segredos do Apocalipse, o Livro das Profecias Finais". Por isso, escrevi no "Jornal da Boa Vontade": "Combater o ANALFABETISMO ESPIRITUAL é a finalidade precípua da Cruzada de Reeducação Geral. ANALFABETOS ESPIRITUAIS SÃO TODOS AQUELES QUE NÃO SABEM EVANGELHO E APOCALIPSE EM ESPÍRITO E VERDADE, À LUZ DO NOVO MANDAMENTO, A RELIGIÃO DE DEUS. Um homem pode ser formado, diplomado e laureado; mas, se não conhece os fundamentos eternos do Cristianismo (do CRISTO, não dos homens), infelizmente não passa de analfabeto espiritual. Todos os que são doutores nessas condições, desgraçadamente, não foram educados ou foram mal educados; têm de passar pela REEDUCAÇÃO DO MESTRE JESUS, o único MESTRE em todos os tempos da Humanidade. Quando os homens entenderem o CRISTIANISMO DO CRISTO, compreenderão o NOVO MANDAMENTO e a RELIGIÃO DE DEUS: "Amai-vos uns aos outros, com EU vos amei e amo; sois todos irmãos, sois todos cristãos, apesar de tantos apelidos religiosos — budistas, hinduístas, bramanistas, judeus, muçulmanos, católicos, protestantes, espíritas, teosofistas, esotéricos, umbandistas e todos mais." Como está no Evangelho de JESUS segundo São João: "NO PRINCÍPIO ERA O VERBO, E O VERBO ESTAVA COM DEUS E O VERBO ERA DEUS. O MUNDO FOI FEITO POR ELE, TODAS AS COISAS FORAM FEITAS POR ELE E NADA DO QUE SE FEZ FOI FEITO SEM ELE". Agora, o contraste impressionante: há muitos analfabetos das letras humanas (os que não sabem ler nem escrever) que, entretanto, são ESPIRITUALMENTE ALFABETIZADOS. Desses disse o DIVINO MESTRE: "Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o REINO DE DEUS".
Alziro Zarur.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

POLÍTICA DIVINA

 Eu, porém, entre vós sou como aquele que serve.Jesus
O discípulo sincero do Evangelho não necessita respirar o clima da política administrativa do mundo para cumprir o ministério que lhe é cometido.
O Governador da Terra, entre nós, para atender aos objetivos da política do amor, representou, antes de tudo, os interesses de Deus junto do coração humano, sem necessidade de portarias e decretos, respeitáveis embora.
Administrou servindo, elevou os demais, humilhando a si mesmo.
Não vestiu o traje de sacerdote, nem a toga do magistrado.
Amou profundamente os semelhantes e, nessa tarefa sublime, testemunhou a sua grandeza celestial.
Que seria das organizações cristãs, se o apostolado que lhes diz respeito estivesse subordinado a reis e ministros, câmaras e parlamentos transitórios?
Se desejas penetrar, efetivamente, o templo da verdade e da fé viva, da paz e do amor, com Jesus, não olvideis as plataformas do Evangelho Redentor.
Ama a Deus sobre todas as coisas, com todo o teu coração e entendimento.
Ama o próximo como a ti mesmo.
Cessa o egoísmo da animalidade primitiva.
Faze o bem aos que te fazem o mal.
Abençoa os que te perseguem e caluniam...
Ora pela paz dos que te ferem.
Bendize os que te contrariam o coração inclinado ao passado inferior.
Reparte as alegrias de teu espírito e os dons de tua vida com os menos afortunados e mais pobres do caminho.
Dissipa as trevas, fazendo brilhar a tua luz.
Revela o amor que acalma as tempestades do ódio.
Mantém viva a chama da esperança, onde sopra o frio do desalento.
Levanta os caídos.
Sê a muleta benfeitora dos que se arrastam sob aleijões morais.
Combate a ignorancia, acendendo lâmpadas de auxílio fraterno, sem golpes de crítica e sem gritos de condenação.
Ama, compreende e perdoa sempre.
Dependerás, acaso, de decretos humanos para manter mãos à obra?
Lembra-te, meu amigo, de que os administradores do mundo são, na maioria das vezes, veneráveis prepostos da Sabedoria Imortal, amparando os potenciais econômicos, passageiros e perecíveis do mundo; todavia, não te esqueças das recomendações traçadas no Código da Vida Eterna, na execução das quais devemos edificar o Reino Divino dentro de nós mesmos.

Emmanuel

terça-feira, 24 de junho de 2008

O PBV E A POLÍTICA DIVINA
Alziro Zarur

Sempre pen­sei como John Kennedy: "Não perguntes o que teu País pode fazer por ti; pergunta, antes, o que podes fazer por teu País". Sabes que fundei um Partido Político ou, melhor, um PARTIDO POLÍTICO, inteiramente plasmado nas Leis Naturais, que são as Leis de DEUS. O verdadeiro nome seria outro, sem a palavra "partido", então exigida pelo TSE. Na verdade, "partido" lembra a intolerância dos sectários, analfabetos espirituais, contrários ao princípio divino da UNIFICAÇÃO. É claro que ele nada tem a ver com "a concepção teológica da História", de que fala Plekhanov, condenando Santo Agostinho e Bossuet, por atribuírem a DEUS fatos me­ramente humanos. O movimento começou no Go­verno João Goulart e terminou com a Revolução no poder. O PARTIDO DA BOA VONTADE, o nos­so PBV, foi registrado em Brasília pelo Superior Tribunal Eleitoral, no dia de São João Batista: 24 de junho de 1965. Vejam bem: dia 24 de junho, data consagrada a João Batista, aquele que batizou Jesus, e que batizou também o PBV. O único nascido em plena Revolução de 31 de março de 1964. Não foi fechado PORQUE NUNCA FUNCIONOU COMO PARTIDO.

Por que eu, um homem alérgico à política dos homens, fundaria um PARTIDO POLÍTICO? Se pensasse como todos, ou quase todos os políticos, seria candidato a qualquer cargo eletivo por uma das legendas existentes. E isso, desde rapaz, nunca me interessou: nem vereador, nem deputado estadual, nem deputado federal, nem senador. E por quê? Porque só entendo uma POLÍTICA, por sinal nada teológica — A POLÍTICA DE DEUS. Daí a minha definição: POLÍTICA, RELIGIÃO, FILOSOFIA E CIÊNCIA são quatro aspectos da mesma VERDADE: DEUS. Portanto, meu Brasil, POLÍTICA É A RELIGIÃO FILOSÓFICA E CIENTIFICAMENTE PRATICADA. E aí está, em síntese, todo o programa do PBV que tem por objetivo dar ao Brasil UMA POLÍTICA PRÓPRIA, UMA RELIGIÃO PRÓPRIA, UMA FILOSOFIA PRÓPRIA, UMA CIÊNCIA PRÓPRIA.

Nossa única dou­trina é o CRISTIANISMO DO CRISTO, o autêntico, não adaptado pelas conveniências dos ho­mens. Mesmo porque, sem o Novo Mandamento, não há Cristianismo, nem Bíblia, nem Evangelho, nem Política, nem Religião, nem Ciência, nem Filosofia. Particularmente a Política: sem esse fundamento, que é a Causa das causas, a Verdade das verdades, a Política é a negação da verdadeira Democracia, muito diferente da que anda por aí, na pregação infantil da­queles que se intitulam realistas e homens práticos. A Política ainda existente no Brasil resvala naturalmente para o materialismo, que é o pai do comunismo ateu. Todo o tra­balho, mesmo bem intencionado, dos políticos brasileiros resultará inútil, se eles não co­locarem sua Política na órbita de Deus. Esta sentença não é de homem nenhum, mas do próprio Jesus, no Sermão da Montanha: "Buscai primeiro o Reino de Deus e sua jus­tiça (isto é, o conhecimento perfeito das Leis Divinas), e todas as coisas materiais vos serão acrescentadas: todas as soluções para os problemas que vos afligem, pela aplica­ção perfeita das Leis de Deus". Isto é que os políticos brasileiros devem saber e executar: NÃO ADIANTA COMBATER EFEITOS SEM REMOVER AS CAUSAS QUE GERAM O SUBDESENVOLVIMENTO, REDUZINDO O BRASIL A SIMPLES ESCRAVO DAS GRAN­DES POTÊNCIAS. Ora, nossos políticos ignoram o significado da Política: ignoram, muito mais ainda, o que significa a Religião, que eles confundem com a doutrina da Igreja de Roma. Que se pode esperar desses homens? Isso que aí está: Interesses de pessoas e grupos, nacionais e estrangeiros, em choque perma­nente, relegando a plano inferior os assuntos vitais do Brasil. É impossível resolver os problemas do nosso País sem a direção de Jesus, Fundador e Supremo Governante do orbe terrestre. Quem o diz é o próprio Cristo, com toda esta clareza: — SEM MIM, NADA PODEREIS FAZER.

A democracia dos homens é uma piada, está falhando no mundo inteiro, aqui no Brasil e em todos os países onde as Leis Divinas estejam subordinadas às leis humanas, que mudam de Nação para Nação, com uma facilidade estupidificante. Todas as pátrias que cometem esse erro fundamental não podem ter segurança. Com o correr dos anos, elas se destruirão por si mesmas, como o Império Romano que demorou a cair, mas caiu e se transformou em ruínas pelas suas próprias mãos. É o destino de todos os homens e dos povos que não querem o Governo de Deus através de Jesus, Rei dos reis, Senhor dos senhores, Presidente dos presidentes, Governador dos governadores. Ou haverá alguém maior que Jesus, abaixo de Deus? Está certo que o estado fique separado da Igreja, mas está errado que o estado fique separado de Deus, cujas Leis Perfeitas e Imutáveis - são anteriores a todas as Igrejas. Não estou pregando Teocracia de espécie alguma: estou afirmando que FORA DO CRISTIANISMO DO NOVO MANDAMENTO NÃO HÁ SALVAÇÃO para todos os países, principalmente para o Brasil, que não pode viver na base da ignorância. Nesta hora apocalíptica, impõe-se a união de todos em torno de Jesus. Estamos a um passo do Grande Incêndio. E, na hora do incêndio, até os inimigos se unem para apagar o fogo e salvar suas famílias.

Ora, minha missão inclui uma tarefa muito ingrata: levar a Política de Jesus aos homens que governam o Brasil, mesmo que eu não seja candidato a coisa alguma. O ZARUR POLÍTICO é o que menos interessa. Se Deus quiser que eu governe, saberá onde me encontrar e como me empossar, sem eleições e cabalas eleitorais. Isso não depende da vontade dos homens, por mais poderosos que sejam. A alma do PBV é a entronização da Liberdade dentro dos princípios divinos - os únicos que NÃO FALHAM NUNCA. Direitos só mesmo com Deveres, que só podem honrar a sagrada pessoa humana. A verdadeira Liberdade nasce no Espírito do homem liberto da ignorância. Só o conhecimento das Leis Divinas libertará o Brasil e os políticos brasileiros de um fratricídio perfeitamente inútil. Ora, com sua índole congenitamente pacifista - de que é exemplo o grande Caxias, patrono do Exército - o Brasil repele qualquer regime baseado no ódio. E o Brasil não pode continuar dividido: estamos no fim do ciclo, e já vem ali adiante, a hecatombe profetizada pelo próprio Jesus no seu Evangelho e no seu Apocalipse!

Neste fim de ciclo, a Religião tem de ser levada CIENTIFICAMENTE aos homens da Política, homens que têm responsabilidades tremendas diante de Deus. Qualquer omissão dos religiosos, nesse particular, é crime contra o Brasil e a Humanidade. Está chegando a hora do novo dilúvio, e este será infinitamente pior que o da Gênese Mosaica. É o dilúvio de fogo, tão bem anunciado por São Pedro a toda a Cristandade. Ele vem com o próximo e último Armagedon, que nenhuma “prudência diplomática” poderá evitar. E, diante dele, todos os dilúvios de água não passam de piada carioca. Temos de preparar o Brasil, desde já, para a hecatombe que se aproxima, porque os tempos chegaram. O estadista digno deste nome, nesta hora final de ciclo, tem de saber Evangelho, tem de conhecer Apocalipse! NINGUÉM EVITARÁ A BATALHA DO ARMAGEDON. O momento é mais gra­ve do que aquele que precedeu a Segunda Guerra Mundial.

Tudo está nos desígnios do Cristo de Deus, que segue na vanguarda do nosso movimento. Nós, os Homens e Mulheres da Boa Vontade de DEUS, cumprimos o nosso dever, dando ao Brasil o ÚNICO PARTIDO PLASMADO NO EVANGELHO À LUZ DO NOVO MANDAMEN­TO. Acima de todas as obras, temos de colocar a sagrada pessoa humana, que é a obra máxima do Criador. Ora, quem não sabe Evangelho e Apocalipse não conhece nem respeita o próprio Deus. E, se não respeita o próprio Deus, não pode respeitar ninguém. Nossa Política é a Política de Deus, nascida do Evangelho e Apocalipse em Espírito e Verdade, à luz do Novo Manda­mento. Mas que é que entendem de Evangelho e de Apocalipse as crianças mentais, que deitam regras pela imprensa falada, escrita e televisionada? Dizer que estas idéias estão superadas é dizer que o próprio Deus está superado. Todavia, contra todas as leis humanas, perma­necem as eternas Leis Divinas. A todos os sociólogos, técnicos e economistas — que se iludem criando novos ismos na confusão geral — levamos a eternidade do Cristianismo do Novo Mandamento, o conhecimento das Leis Naturais, que Deus criou antes de criar o homem. O resto é demagogia.

Mas o tempo ainda é o grande aliado. Aguardemos para ver quem foi o vencedor. Para governar, é preciso exatamente ser bom, na acepção da palavra; compreender os sofrimentos alheios; honrar a Deus, praticando a Boa Vontade. Mas, enquanto o povo não merecer um Governo desta espécie, Ele não se fará presente. Mas escreva isto: um dia, quando os sinais do Armagedon sacudirem o mundo, os Homens e Mulheres da Boa Vontade de DEUS serão chamados a ajudar as Forças Armadas — a Marinha de Tamandaré, a Aeronáutica de Santos Dumont, o Exército de Caxias — a realizar o glorioso destino da Pátria do Evangelho, Coração do Mundo, Pátria de todas as pátrias. Afirmo e reafirmo que Jesus governa o Brasil, como governa o mun­do inteiro. Portanto, não posso odiar os que, ainda tangidos pela ignorância, duvidam da Presença e do Infinito Poder de Deus. Em suma: apresentei-me para servir à Pátria. Sozinho, fundei um Partido, que continua inteiro. Você poderia fazer o mesmo?